Como migrar de Workflows e Process Builder para Flows no Salesforce
O Salesforce está promovendo o Flow como a principal ferramenta de automação declarativa. Neste guia, explicamos por que fazer essa mudança, como planejar a migração de Workflows e Process Builder e quais etapas seguir para organizar e migrar seus processos sem complicações.

A forma como você automatiza seus processos no Salesforce pode fazer a diferença entre uma operação eficiente e um caos invisível. Com a transição para Flows, o Salesforce redefine a produtividade e a escalabilidade, unificando todas as automações em uma única ferramenta moderna, visual e escalável.
Não se trata de uma simples atualização, mas de um passo fundamental rumo à eficiência. Migrar suas automações para Flows permite melhorar o desempenho, reduzir erros e centralizar a lógica de negócios, tudo em uma interface moderna e fácil de usar.
Neste guia, explicamos por que e como fazer a migração e como garantir que seus novos Flows funcionem de forma otimizada desde o primeiro dia.
Por que migrar para Flows?
O Salesforce está consolidando a automação declarativa em uma ferramenta principal: Flow. Isso permite melhorar o desempenho, reduzir duplicidades e centralizar a lógica de negócios em uma interface mais moderna e flexível. Os before-save flows, por exemplo, são até dez vezes mais rápidos que as automações tradicionais. Além disso, ao centralizar tudo em um só lugar, evita-se a duplicação de processos e ganha-se mais clareza. O Salesforce também já confirmou que Workflows e Process Builder se tornarão obsoletos, por isso, adaptar-se é essencial para manter a plataforma atualizada e preparada.
Em resumo:
- Velocidade: processos até 10 x mais rápidos.
- Centralização: menos erros, maior controle.
- Escalabilidade: preparados para as próximas atualizações do Salesforce.
- Manutenção simples: menos dependências, mais organização.
“Migrar para Flows não é apenas uma atualização técnica, mas uma decisão estratégica para escalar sem atritos.”
Como planejar sua migração
- O primeiro passo para migrar é fazer um inventário de todas as automações existentes. Liste seus Workflows e Process Builders por objeto, tipo de ação e prioridade. Identifique quais ainda são úteis, quais entram em conflito e quais já não agregam valor. Isso permitirá planejar uma migração mais organizada.
- O próximo passo é escolher o tipo correto de Flow de acordo com sua necessidade. Os before-save record-triggered são ideais para atualizações de campos no mesmo registro; os after-save são indicados para criar registros relacionados, enviar e-mails ou chamar o Apex; e os scheduled paths substituem as ações programadas dos antigos Workflows.
- Antes de implantar seus novos Flows, teste tudo em um ambiente sandbox. Faça testes com diferentes cenários, compare os resultados com as automações anteriores e documente cada alteração. Assim, você garante que tudo funcione corretamente antes de levar para produção.
- Depois de validados, desative os Workflows e Process Builders antigos e ative os novos Flows. Use as ferramentas de monitoramento do Salesforce, como "Debug Logs" e "Flow Error Emails", para garantir que tudo funcione sem problemas. É sempre recomendável ter um plano de rollback caso algo não se comporte como esperado.
Checklist: sua organização está pronta para migrar para Flows?
- Você já inventariou todos os seus Workflows e Process Builders?
- Você sabe quais são redundantes ou desnecessários?
- Sua equipe entende a lógica por trás de cada automação?
- Você testou seus novos Flows em sandbox?
A ferramenta oficial: Migrate to Flow
É importante destacar que o Salesforce implementou a opção “Migrate to Flow” para facilitar a transição de Workflows e Process Builders. Essa ferramenta converte automações simples em Flows com poucos cliques, mantendo sua lógica original. No entanto, os processos mais complexos continuam sendo melhores candidatos para uma reconstrução do zero, aproveitando todo o potencial dos Flows.
Erros comuns durante a migração
- Migrar sem um inventário prévio: quando não se entende o que cada automação faz, há o risco de replicar regras obsoletas.
- Duplicar a lógica: manter Workflows, Process Builder e Flows ativos ao mesmo tempo pode gerar atualizações duplicadas ou resultados inesperados.
- Não definir a ordem de execução: vários Flows no mesmo objeto podem entrar em conflito se não houver uma estratégia clara.
- Migrar “como era antes”: o Flow permite redesenhar melhor a lógica; nem sempre é recomendável copiar o processo antigo exatamente como está.
- Não testar cenários negativos: não basta testar o cenário ideal; é preciso validar erros, dados incompletos e permissões.
- Não documentar: cada Flow deve ter descrição, objetivo, objeto, entrada/saída e responsável funcional.
Não é recomendável migrar tudo de uma só vez. O ideal é avançar por objeto ou processo de negócio, priorizando automações críticas, redundantes ou que exigem muita manutenção. Por exemplo, começar por Lead, Opportunity ou Case, validar o impacto em sandbox, documentar os resultados e somente depois levar para produção.
Por que vale a pena migrar agora
Migrar para Flows não significa apenas acompanhar a tendência do Salesforce, mas tomar uma decisão estratégica. Isso permite centralizar processos, ganhar velocidade e aproveitar a migração como uma oportunidade para eliminar automações que já não agregam valor.
Na AT Vault, acompanhamos as empresas nesse processo de transição, ajudando-as a desenvolver Flows eficientes, claros e sustentáveis.
Perguntas frequentes
Workflow Rules e Process Builder deixarão de funcionar?
O Salesforce anunciou a descontinuação dessas ferramentas: já não é possível criar novas automações e o suporte está sendo reduzido. As existentes continuam funcionando, mas cada release aumenta o risco de manter uma tecnologia que não evolui mais.
A migração é automática?
Parcialmente: a ferramenta Migrate to Flow converte os casos simples. O valor está em aproveitar a migração para redesenhar — consolidar automações duplicadas e documentar aquilo que ninguém mais lembrava por que existia.
Quanto tempo leva para migrar todas as minhas automações?
Depende do inventário: dezenas de regras simples podem ser migradas em poucos dias; processos complexos com lógica encadeada exigem redesenho e testes. O inventário inicial (o que existe e o que faz) representa 50% do trabalho.
Quer saber se o seu Salesforce está pronto para migrar para Flow?
Na AT Vault, podemos ajudar você a mapear seus Workflows e Process Builder, identificar automações duplicadas e criar um roteiro para migrar para Flows de forma organizada, segura e mensurável.
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